Quando comuniquei aos meus colegas que iria abandonar o futebol, foi um choque, mas eu estava determinado a cumprir o que prometi a Deus, estávamos no ano de 1988 quando terminei a minha carreira de jogador de futebol, com 18 anos de idade. Passado poucas semanas procurei saber, na igreja, quem era a pessoa responsável pelos grupos familiares e na altura era a pastora Maria Emília, a tal que no dia da minha conversão tinha me oferecido uma bíblia. Pedi para falar com ela e recebeu-me no seu gabinete, a primeira coisa que lhe disse foi: “Eu quero pregar o evangelho e liderar um grupo familiar”. Podem imaginar o que a senhora não pensou antes de me responder, ela, na sua calma disse-me que não, porque era muito novo e teria que frequentar um curso para ser treinado, mas, mesmo assim, teria que pedir autorização ao pastor responsável, pois como era novo, ele poderia não autorizar que eu frequentasse o curso. Fiquei a aguardar a resposta, no entanto fui nesse dia para casa um pouco triste, eu que tinha deixado o futebol para servir a Deus, ofereço-me e tenho esta resposta?!!

Em 1990 casei com a Célia, eu tinha 20 anos e ela 17 anos, os meus sogros tiveram que autorizar, pois ela ainda era menor. A Célia é o melhor presente de Deus para a minha vida, ao fim de um ano, nasce a minha primeira filha, a Raquel, éramos bem jovens e estávamos bem envolvidos nas actividades da igreja. Conheci a Célia quando um dia surge a cantar no grupo de louvor, a mais pequena, mas com um sorriso lindo, olhei para ela e meu coração bateu muito forte. Com a ajuda da minha irmã Susana e uns amigos consegui falar com a Célia, e a partir desse dia, foi uma luta para a conquistar. 

A igreja da Praça de Espanha é o inicio de uma roda viva na minha vida e na vida da minha família. Já com duas filhas, a Raquel e a Inês ainda bebé, foi o “start” de uma vida “louca” dentro do ministério da igreja Maná. A igreja da Praça de Espanha crescia a cada fim de semana, muitas conversões e claro, tudo isto não passou despercebido à liderança principal da igreja Maná. Certo dia recebo um telefonema da pastora Maria Emília para me apresentar no escritório principal do pastor e presidente da igreja Maná em Alvalade, Lisboa. Na minha cabeça passou muitos pensamentos, mas o pensamento que mais vinha à minha mente era: “O que é que eu fiz?”