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Para muitos, a traição de Cristo é visto como algo imperdoável. O que não falta por aí são os “porteiros de Deus”, aqueles que determinam quais são os pecados que são perdoáveis e os que são imperdoáveis, estes últimos, levam à expulsão de membros, outros porém, podem levar a castigos, que podem ir desde uma simples repreensão à retirada das funções na igreja.

A divindade de Jesus é e será sempre a grande luta da fé! Para muitos, Cristo é alguém iluminado, quase divino, um profeta, um santo que nos é enviado como solução de algo mal resolvido por Deus, ficamos com a ideia de que Deus falhou com a criação, se assim fosse, então, creio eu, quem precisaria de um Messias ou de um Redentor era o próprio Deus e não a criação.

Outros reconhecem Cristo como divino, Filho de Deus, uma espécie de nº2 da divindade, um braço direito de Deus Pai, o tal, a palavra, o verbo que se fez carne. Deus o Pai é o número 1, o Filho é nº2 e o Espírito Santo é o nº3, esta é a visão hierárquica que muitos têm sobre Deus.

O nº2, lá teve que vir para resolver um problema causado pelo homem, neste caso, Adão e sua mulher Eva, pois eles falharam e Deus, teve que enviar o nº2 para resolver o problema da humanidade para perdão de nossos pecados.

Mas afinal! O que é que as escrituras dizem sobre o assunto?

A partir do 4º Século depois de Cristo, Constantino, imperador Romano, oficializa o Cristianismo como a religião do império. Quem não se converte-se ao Cristianismo não teria as benesses do império. A partir daí, principalmente no ocidente, desenvolveu-se uma visão sobre a redenção divina construída com uma base em uma lógica forense judicial: Deus é juiz, o ser humano é o réu pecador condenado à pena do inferno, morte eterna, Jesus Cristo, o filho de Deus encarnado é o advogado de defesa, que intercede a favor do réu, cumpre a pena no lugar do réu, para que o réu tenha a oportunidade de se juntar ao gozo celestial. Assim o céu é uma experiência após-morte. 

Com base nesta lógica forense judicial têm-se construído um discurso sobre a redenção do homem, que em vez de, verdadeiramente o redimir, o tem matado. Ainda hoje, na maioria das igrejas cristãs, permanece essa lógica. 

Esta lógica favorece a manipulação e leva as igrejas a seres mercantis, tendo Deus e a bíblia como um produto, desenvolvendo um relacionamento de custo / benefício e obrigações / Causa e Efeito. É o terreno que favorece os falsos apóstolos e as falsas doutrinas.

Nós, os cristãos, se não tivermos cuidado podemos correr o risco de ficarmos insípidos. Tudo serve como arma de arremesso e para polarizar ideias, discursos e doutrinas. Quando surgiu o Covid19, várias igrejas seguiram com a decisão de se manterem abertas, com os seus cultos presenciais a funcionarem, outras decidiram fechar as portas e passaram a transmitir os seus cultos online. Logo, logo, surgiram os ataques nas redes sociais, cada um com os seus pontos de vista, mas a ofensa tornou-se a rainha da festa!

A Internet é a Babel moderna!

Em Génesis 11 lemos a história da tentativa da construção de uma torre gigante na mega-cidade que depois lhe foi dado o nome de Babel. Ao invés do homem se espalhar pela terra e se multiplicar, dando uso ao instinto natural de sobrevivência, por ordem Divina, o homem decide não acatar essa ordem e concentra-se nessa mega-cidade. A convergência estava na linguagem, todos falavam a mesma língua, não havia limites para o que o homem intentava fazer. 

Até que Deus intervém e confunde as línguas, os povos se afastaram e o impedimento linguístico fez atrasar o que hoje estamos novamente a viver. A unicidade da comunicação sempre foi o grande desafio do homem após Babel, o homem não desiste de a tornar real, uma das pessoas que contribuiu nesse sentido foi Alexandre, o Magno de Macedónia. A língua Grega foi usada como plataforma pelos Romanos, inclusive o pensamento e a hermenêutica Romana teve como base o Grego.